Inteligência Emocional

Inteligência Emocional

O que é a Inteligência Emocional?

Com o passar dos anos a estrutura organizacional das empresas vêm se adequando às mudanças da sociedade, as organizações estão buscando cada vez mais colaboradores que não só façam parte do processo produtivo, mas que participem diretamente do sucesso da organização. O funcionário torna-se foco e parte determinante dentro da estrutura. A partir daí a forma em que o indivíduo se relaciona com os outros vai influenciar no desenvolvimento de todas as áreas do grupo.

É nesse ambiente que a Inteligência Emocional vira uma habilidade fundamental para aquele que busca destaque e crescimento profissional. Mas, além de uma ferramenta para melhorar seu posicionamento no mercado de trabalho, ela também proporciona a capacidade de ter o controle sobre suas emoções.

O indivíduo que entende o significado de cada emoção tem capacidade de gerenciá-las e resolver facilmente problemas emocionais que poderiam levá-lo a vícios ou comportamentos autodestrutivos. Outra atribuição da IE (Inteligência Emocional) é a capacidade de compreender os outros indivíduos da sociedade, e assim criar um ambiente de trabalho que seja benéfico para todos.

Apesar do assunto ser recorrente na mídia a ideia de compreender a si mesmo foi desenvolvida em 1983, por Howard Gardner, psicólogo formado em Harvard, que introduziu a teoria de Inteligências Múltiplas. Para ele o modelo clássico do teste de QI, que é um teste que leva em consideração as inteligências verbal e a lógica/matemática, não basta para definir o nível de inteligência de uma pessoa. Ele acreditava que o desenvolvimento humano é composto por vários tipos de inteligências. A teoria ficou conhecida a partir do seu livro mais famoso o “Estruturas da Mente” de 1983, onde ele retrata sete aspectos da inteligência, mais tarde ele agrega mais duas dimensões, criando assim os nove tipos de inteligências, sendo elas:

Inteligência Linguística
Inteligência Musical
Inteligência Lógica/Matemática
Inteligência Visual/Espacial
Inteligência Corporal/Cinestésica
Inteligência Interpessoal
Inteligência Intrapessoal
Inteligência Naturalista

Com o passar dos anos essa ideia foi sendo desenvolvida e em 1985, o termo “Inteligência Emocional” foi citado pela primeira vez por Wayne Payne, em sua tese de doutoramento. Em 1989 Stanley Greenspan apresentou seu modelo de inteligência emocional, mais tarde Peter Salovey e John D. Mayer e Goleman também contribuíram na teoria.
A partir daí o tema foi ganhando cada vez mais espaço na mídia, a expressão “Inteligência Emocional” tornou-se tema de livros e best-sellers, e tema de discussão nos meios de comunicação. Em 1995, Daniel Goleman, redator do The New York Times, lançou o livro intitulado “Inteligência Emocional, que foi um sucesso na mídia. Ele definiu inteligência emocional como:
“…capacidade de identificar os nossos próprios sentimentos e os dos outros, de nos motivarmos e de gerir bem as emoções dentro de nós e nos nossos relacionamentos.” (Goleman, 1998)
Categorizando assim as habilidades em cinco partes, conhecidas hoje como os cinco pilares da Inteligência Emocional, sendo eles:
Autoconhecimento: Saber reconhecer suas próprias emoções e os sentimentos;

Controle: Ter autocontrole dos sentimentos, adaptando-os a cada situação da vida;

Automotivação: Usar o conhecimento sobre suas emoções para melhorar sua motivação;

Reconhecer as emoções dos outros: Criar empatia pelos sentimentos e emoções das outras pessoas;

Relacionamento Interpessoal: Capacidade de relacionar com os outros indivíduos da sociedade.

Inteligência Emocional no Trabalho

O ambiente de trabalho é o local onde provavelmente o colaborador passa a maior parte de seu tempo e onde interage constantemente com outras pessoas. Por isso é relativamente alta a importância de manter o autocontrole de suas emoções e saber administrá-las de acordo com as diversas situações que aparecem no dia a dia.

De acordo com Weisinger, autor do livro “Inteligência Emocional no Trabalho”, o conceito da IE desenvolve-se com base a quatro componentes que permitem que o indivíduo crie novas habilidades e aptidões específicas.

Sendo elas:
1 – A capacidade de perceber, avaliar e expressar corretamente uma emoção;
2 – A capacidade de gerar ou ter acesso a sentimentos quando eles puderem facilitar sua compreensão de si mesmo ou de outrem
3 – A capacidade de compreender as emoções e o conhecimentos derivados delas
4 – A capacidade de controlar as próprias emoções para promover o crescimentos emocional e intelectual.

Tais habilidades ajudam a expandir a IE melhorando a atuação do indivíduo no ambiente de trabalho, onde a autoconsciência, o controle das emoções e a motivação tornam-se pontos estratégicos a serem desenvolvidos.

Ou seja, a capacidade de compreender a si mesmo o leva a observar suas atitudes, para assim ter consciência de quando o seu comportamento está trazendo prejuízos para si. Por exemplo, você percebe que tem o costume de começar a falar muito em momentos inapropriados, por exemplo, em uma reunião, ou que quando está muito irritado por motivos pessoais ou da empresa, acaba descontando nos outros. Ao notar isso você pode reverter essa situação e melhorar seu estado emocional, sentir-se mais leve e capaz de enfrentar as diversidades que aparecem durante o decorrer dos dias.

Comportamentos desse tipo, irritabilidade, confrontos e desavenças, criam um ambiente pesado e intrigas e afeta o emocional dos colaboradores, por isso é importante implantar o conceito da Inteligência Emocional nas empresas.

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